Problemas com documentação atrasam saída de Carlos Miranda para prisão domiciliar

G1: "O presídio não está conseguindo cumprir o alvará para colocar o colaborador em liberdade”, destacou Fernanda Freixinho, advogada de Miranda

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Problemas com o alvará de soltura e no sistema de consultas de antecedentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro atrasaram a saída de Carlos Miranda do Presídio de Benfica, na Zona Norte da capital fluminense. Ele é apontado como o operador do esquema de corrupção liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral e deveria ter deixado a prisão para cumprir pena em regime domiciliar na sexta-feira (16).


“Um dos mandados, dos alvarás, que veio da Vara de Execuções Penais, não veio instruído com todos os documentos. Então consta como se ainda estivesse aberto o mandado de prisão da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Contudo, o Dr. Sérgio Moro, na ocasião oportuna, já deu baixa nesse mandado adequadamente e isso foi comunicado à Vara de Execuções Penais. Mas ela não mandou o tombamento com todos esses documentos. Por conta disso, o presídio não está conseguindo cumprir o alvará para colocar o colaborador em liberdade”, destacou Fernanda Freixinho, advogada de Miranda.


A defesa afirmou que vai tentar impetrar um habeas corpus no plantão judiciário do TJ-RJ requerendo o relaxamento da prisão.


Carlos Miranda está preso há mais de dois anos e ganhou redução de pena e direito a prisão domiciliar após ir fechar um acordo de delação premiada. Há dois anos ele foi preso na operação Calicute, em novembro de 2016, com o ex-governador. Ele fechou um acordo com o Ministério Público Federal em abril do ano passado, que foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por citar pessoas com foro privilegiado em dezembro de 2017.


Miranda detalhou aos procuradores pagamentos feitos a políticos e pessoas envolvidas nos esquemas de corrupção. A delação deles é um dos principais pontos para a operação Furna da Onça.


Miranda é apontado pelos investigadores como o "braço direito" de Cabral. Agora, ele segue para o regime domiciliar fechado, onde será monitorado através de tornozeleira eletrônica, e vai pagar multa à Justiça no valor de R$ 4 milhões.


O valor, segundo a defesa, já foi disponibilizado. A pena caiu de 20 anos para sete. Depois do segundo ano de cumprimento de pena em regime domiciliar, ele fica um ano e meio no regime semiaberto. Em seguida, um ano e meio em regime aberto.


Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/11/17/problemas-com-documentacao-atrasam-saida-de-carlos-miranda-para-prisao-domiciliar.ghtml